ISSN electrónico: 2007-8951
Volumen 49/ Número 192, enero-marzo 2018

Mercado de futuros e físicos de petróleo: transmissão de média e volatilidade

Raúl de Jesús Gutiérrez

Este artigo propõe o modelo VEC-EGARCH bivariado com correlações constantes para analisar o processo de transmissão da média e volatilidade entre os mercados de futuros de petróleo e os mercados físicos do petróleo mexicano. Os resultados revelam a existência de padrões de transmissão de informação de rendimentos bilaterais com efeitos mais fortes dos mercados de futuros em relação aos mercados físicos. Embora haja evidência dos efeitos da transmissão da volatilidade bilateral, ela só existe entre os mercados de futuros e o mercado de petróleo físico Olmeca. Os resultados empíricos são relevantes para as autoridades governamentais e os consumidores porque contribuem no desenho de estratégias de cobertura cruzada, que atenuam a exposição ao risco de preços no petróleo mexicano.

Mots clés: México, petróleo, mercados de futuros, mercados físicos, volatilidade, modelo VEC-EGARCH bivariado

Política energética argentina: um balanço para o período 2003-2015

Natalia Ceppi

A política energética, como todas as políticas públicas, exige, por parte dos poderes governamentais, um conjunto de disposições precisas e coordenadas para gerenciar com eficiência um setor que é estratégico. Cada país adota sua política energética com base em fatores como a dotação de recursos, as políticas macroeconômicas; o esquema normativo e a visão sobre a relação Estado/mercado no quesito, entre outros. Este artigo analisa a política energética da República Argentina no século XXI, considerando suas características mais destacadas; a existência de mudanças/continuidades e os principais desafios para o futuro.

Mots clés: política energética, hidrocarbonetos, gás natural, energias renováveis, produção e consumo, desenvolvimento econômico.

Desenvolvimento sustentável e conceitos "verdes"

Mariana Conte Grand y Vanesa D´Elia

Após a crise financeira internacional que começou em 2008, novos termos começaram a surgir para se referir ao desenvolvimento sustentável: economia e crescimento "verde". Alguns países apoiaram seu uso e outros não. Na literatura, o debate sobre a relação entre a atividade econômica e os cuidados com o meio ambiente se intensificou, organizado em torno a três posições: defensores do decrescimento, do crescimento "verde" e do crescimento agnóstico. Este artigo aprofunda sobre os diferentes vocábulos "verdes", dando especial atenção ao caso da Argentina. Ao contrário de outros trabalhos anteriores, que analisam as intervenções de países em fóruns internacionais, a metodologia utilizada se baseia em buscas nas páginas da web dos atores locais mais relevantes. Existe uma forte predominância dos termos mais tradicionais ("desenvolvimento sustentável") e uma baixa participação dos conceitos "economia/crescimento verde".

Mots clés: Argentina, desenvolvimento sustentável, economia verde, crescimento verde, meio ambiente, conceitos ambientais.


Economia étnica transnacional mexicana: Los Angeles, Califórnia

Brianda Peraza y Blas Valenzuela

A presente pesquisa analisa a natureza da economia étnica mexicana que se desenvolve nas cidades de Huntington Park e Lynwood, Califórnia, Estados Unidos. Usando bancos de dados de censos e resultados da aplicação de 145 pesquisas e 25 entrevistas com diferentes atores em 2012, o trabalho documenta a existência de uma Economia Transnacional Étnica (EET) que vai além da definição tradicional do conceito de "economia étnica", e cuja organização e desenvolvimento incluem empresas individuais, empresas com sucursais, redes de supermercados e um consórcio comercial na área de estudo, com laços e relações que transcendem as fronteiras nacionais.

Mots clés: economia étnica transnacional, empresários imigrantes, produtos étnicos, mercado étnico, trabalho assalariado.


Despesa pública, índice de competitividade e política social no México

Isaac Sánchez-Juárez

Para a realização deste artigo, se usou o Índice de Competitividade Social (ICS) construído pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD-México) para analisar os avanços e/ou retrocessos nas questões de saúde, educação e renda do trabalho dos 32 estados da República Mexicana no período 2005-2014. Além disso, se avaliou a relação entre o ICS e a despesa pública usando técnicas baseadas em um panel de dados. O resultado encontrado foi que o gasto público em questões sociais manteve uma relação negativa com o ICS (a elasticidade foi de -0,5764%). Associado ao exposto anteriormente, se demonstrou que prevaleceu a incompetência social junto com o crescimento do gasto público, por isso se concluiu que a política social apresentou falhas que se somaram a uma política econômica que favoreceu o baixo crescimento da produção.

Mots clés: índice de competitividade social, índice de desenvolvimento humano, despesa pública social, política social, modelo econométrico.


Política fiscal pro-cíclica e estabilidade monetária no Brasil, Chile, Colômbia, México e Peru

Eufemia Basilio

Este artigo analisa a relação entre a instabilidade financeira gerada pelos fluxos de capital de curto prazo na ausência de mecanismos de controle e as restrições enfrentadas pela implementação de políticas fiscais anticíclicas sob o regime de metas de inflação, com base nas recentes crises financeiras internacionais, em particular, no Brasil, no Chile, na Colômbia, no México e no Peru. Se busca demonstrar que o aumento na emissão de títulos públicos para esterilizar, através de intervenções no mercado cambial, os efeitos gerados pelos fluxos de capital de curto prazo na base monetária, são uma fonte de instabilidade endógena, já que esse mecanismo comporta riscos de câmbio e taxa de juros.

Mots clés: política fiscal e monetária, fluxos de capital, consolidação fiscal, dívida pública, metas de inflação.


Desenvolvimentismo subnacional para o novo século

Walid Tijerina

A abertura econômica e a ausência de políticas industriais setoriais, pela Federação, representaram um novo desafio para os governos subnacionais no início do novo século. Este artigo argumentará que, em vez de ter um completo abandono do Estado mexicano em termos de política industrial, o que houve foi uma transferência ou apropriação de funções desenvolvimentistas no nível subnacional. Para isso, foram examinados dois estados da República Mexicana, cujas políticas industriais representaram um claro contraste com a retração federal. A literatura do "novo desenvolvimentismo" servirá de base a essas atribuições subnacionais geradas no México, marcando uma divergência com o paradigma neoliberal no nível federal.

Mots clés: Nuevo León, Querétaro, políticas industriais, governos subnacionais, novos desenvolvimentos, clusters industriais.